Certo dia, descobriram que essa menina mantinha na Internet um blog (não me pergunte como descobriram, quer dizer, se ela utilizou o próprio nome como assinatura, então essa menina era uma anta!) e nesse blog, ela liberava todas as suas frustrações contra as pessoas da sala, ou seja, destilava o veneno em cima de todos aqueles que estudavam com ela, dizendo que os odiava e que desejava a morte de todos eles (!).
O contexto da história não era nem era o blog em si. O blog, na verdade, foi apenas uma ferramenta que só serviu para demonstrar a indignação da menina contra todos da sala. Além da história paralela que se seguiu sobre como os mais quietos da sala tendem a se tornar psicopatas no futuro, surgiu também uma discussão a respeito daqueles que possuíam blogs. Meus amigos imediatamente me olharam torto, como se eu, por manter assiduamente um blog, tivesse o mesmo comportamento paranóico que a menina da história.

Após esse estranhamento, esses meus amigos entraram em uma discussão discussão onde deixaram claro que ainda vêem o blog como a sua definição mais básica: diário virtual. Eu mantive sim, há uns cinco anos, um blog onde eu chegava e despejava em detalhes histórias sobre a minha vida, o meu dia, meus amigos e amores, como um diário, só que com espectadores.
Hoje em dia, os blogs se espalharam como uma febre virtual que tomou proporções tão gigantescas a ponto de influenciarem opiniões políticas em certos países. Agora, temos blogs influenciando opiniões de compra (e com isso, surgem os posts patrocinados, e toda a discussão acerca da moralidade disso - você venderia a sua opinão em troca de um kit de cosméticos ou o celular do momento?), blogs de artistas, sempre com posts tão cheios de nada (o que é bom, pois comprova a idéia de superficialidade que possuímos deles!), enfim, blogs em todo lugar, de todo tipo.

É claro que ainda existem os blogs/diários, afinal de contas, cada um é livre para escrever sobre o que quiser, a hora que quiser. Eu juro que até tentei explicar essa nova amplitude que os blogs atingiram para os meus amigos, mas quem disse que me deram ouvidos? Pra eles, eu sou só mais uma blogueira quem vem desabafar todos os mimimis da minha vida no final do dia aqui :/ Pra eles, sites ainda têm muito mais credibilidade do que blogs. Tolinhos, hihihi... Hoje em dia, o Twitter, que é um serviço de MICROblogging, possui mais veracidade que muito site por aí (é claro que existem as exceções, não vamos ser extremistas).

Para tentar ser justa, eu entendo um pouco a maneira de pensar desses meus colegas de faculdade. Às vezes, é preciso estar dentro do sistema para entender como ele realmente funciona. Na verdade, não me considero muito dentro desse tal sistema, afinal, o meu é um humilde blog, não-patrocinado e pouco relacionado com o restante da (ok, eu hesitei muito para usar essa expressão, mas vá lá) blogosfera, mas mesmo assim, vejo as coisas acontecerem e posso dizer que ao menos, tento entender um pouquinho dessa parafernalha toda.E foi por isso que eu me senti tão tentada a escrever sobre esse assunto quando ouvi a opinião defasada deles. Para tentar fazer alguém (não necessariamente eles, que nem se dão ao trabalho de ler o meu blog) entender o quanto as coisas evoluíram desde o blog-diário.
Créditos das imagens: 1, 2 e 3.
- Mood:
busy
Continuando a minha saga de metas culturais pra esse ano, assisti o primeiro filme de fevereiro, o 5/48 da minha lista: Encantada (E A Bússola de Ouro vai indo cada vez mais pro buraco, hahaha) Um filme bonitinho com uma típica princesa da Disney. O mote dele, "Caia na Real", já dá a entender do que se trata o filme. Os cartazes, na minha opinião, geniais, também ajudam a introduzir o tema. Imagine uma princesa da Disney que vem parar no mundo real, com gente de carne, osso e antipatia. Surreal, não? Mas eles fizeram. E está tudo lá! As canções que surgem do nada no meio do parque, acompanhada por um corpo de bailarinos perfeitamente coreografados, os animaizinhos (sic) que ajudam na arrumação da casa, enfim, tudo é transportado para Nova York. E quando eu digo tudo, isso inclui a malvada bruxa invejosa (ou seria a sogra do pesadelo de qualquer nora?) e o seu fiel capataz (que, zomg!!! é o Rabicho de Harry Potter!).
E quanto aos livros, ai, ai... estou com três pela metade. Preciso terminar esses três (que são gigantescos, devo dizer ;B) antes de partir pra outros, que eu nem sei quais serão. Acho que finalmente vou me render e comprar o último Harry Potter. Ele não caiu na minha mão como eu previa, haha.
E na faculdade... uhn, já nos deram o tema desse semestre: Esportes Não-Convencionais. Ok, lá vamos nós dar um jeito de encaixar o Design nesse meio insípido. Tudo vai depender do quê eles nos cobrarem, além, é claro, da FORMA como vão cobrar isso da gente. Mas, desde já, estou empolgada com o segundo projeto que se inicia. O que me mata é ter também que resolver picuinhas do tipo quem sai e quem fica esse semestre no grupo. Uff. xP
- Mood:
artistic - Music:Misery Business - Paramore
Eu blogo desde muito, muito tempo. Posso dizer que depois que eu passei da fase dos fóruns na Internet, o que me consumia as madrugadas em frente ao PC era a "blogagem". Desde criar layouts os mais variados possíveis no Photoshop e passar um tempo absurdo codificando-os (à mão!! bloco de notas sempre foi meu parceiro leal), até editar as fotinhos que ilustrariam o post (sagrado) do dia, tudo me mantinha entretida. É claro que havia também a 'máfia' dos comentários. Afinal, "é dando que se recebe", já dizia o profeta (?).
Hoje em dia, eu mal sei o que me atém à Internet... Orkut, Fotolog e agora o Twitter? Nem o MSN me segura muito tempo, exceto quando o Felipe está online e olhe lá. Eu passo muito mais tempo olhando, comentando, do que agindo ou criando... Só abro o Photoshop agora pra "editar" as fotos pro Fotolog... Sinceramente, se existia algum senso criativo dentro de mim, ele está indo pro saco.
De qualquer forma, a "twittagem" - vício mais recente, eu só trabalho com a página do twitter aberta! - me aproximou desse mundo bloguístico novamente. A tal blogosfera, tão comentada na mídia em sites conceituados, como o da Folha, existe e está bem próxima. São pessoas comuns, mas antenadas, com senso crítico e muito o que falar. Seja sobre a vida pessoal, mas também, e principalmente, sobre o que acontece com o mundo.
Isso me despertou uma vontade louca de agir, criar, e especialmente, interagir. Já vi que não é do meu feitio ficar reclusa aqui nesse cantinho escrevendo textos filosóficos ou introspecções que só eu e mais dois chegados vão entender. A graça é comentar o que todos estão comentando, é criticar, mostrar, customizar e interagir. Porque tem muita gente legal lá fora e eu e a minha cara-de-pau bezuntada de óleo de peroba estamos dispostos a dizer Olá.
Primeiro passo: me livrar desse MALDITO layout genérico! Quero colocar links, imagens, tranqueiras e afins. Prevejo longas noites de trabalho... e também, é claro, longas manhãs de zumbi no trabalho... Acho que vou aumentar o estoque de café extra-forte por lá ;]
- Mood:
geeky - Music:Girl Anachronism - The Dresden Dolls
